sábado, 20 de março de 2010

Esposa não corrompida

Jamais compreendera como umas roupas de penitente tinham podido dissimular os ímpetos daquela potranca xucra que o desnudou sufocada pelo própria febre, como não podia fazer com o esposo para que não a considerasse uma corrompida, e que tratou de saciar num só assalto a abstinência férrea do luto, como o estouvamento e a inocência de cinco anos de fidelidade conjugal. [...]
- Adoro você porque você me tornou puta.

Amor nos tempos do cólera, pg 186,188
Gabriel García Márquez

Nenhum comentário: