domingo, 28 de fevereiro de 2010

O artifício do coração

Era ainda jóvem demais para saber que a memória do coração elimina as más lembranças e enaltece as boas e que graças a esse artifício conseguimos suportar o passado.

Amor nos tempos do cólera, pg 134
Gabriel García Márquez

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Um bilro de querubim

Ao contrário do que fazia crer sua corpulência, tinha um bilro de querubim que parecia um botão de rosa, mas isto devia ser um defeito afortunado, porque as pássaras mais experientes se disputavam a sorte de dormir com ele, e seus alaridos de esfaqueadas abalavam as fundações do palácio e faziam tremer de espanto seus fantasmas. Diziam que usava uma pomada de veneno da víbora que excitava a sela turca das mulheres, mas ele jurava não dispor de recursos diferentes daqueles que Deus lhe havia dado.

Amor nos tempos do cólera, pg 84
Gabriel García Márquez

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sina de Maníaco-Depressivo

Quando ele descobre que foi/está maníaco, ele fica depressivo. Somente quando algum fato novo o faz ver que sua atitude não é maníaca, ele se liberta da depressão.

Neiva Carvalho