sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Às Queridas

Já faz um ano que estou aqui na Índia e ainda penso muito em vocês. Não pelo fato de que morro de amores, não. Não acho que isso venha a acontecer nenhum dia. Mas sim pelo desperdício que fiz de toda a dedicação de vocês. Mas ambas dedicaram alguns anos de suas vidas para me aturarem fielmente e eu não soube aproveitar esse sentimento que vocês estavam tentando me oferecer.
Bom... a pergunta é: porque eu escreve? E porque à vocês? Não sei. O fato é que se minha morte se aproxima, alguém tem saber dos meus devaneios e vocês mais do que ninguém merecem saber do quanto me lastimo. Por tudo que já fiz e continuo fazendo. Pelas pessoas que mais se importam comigo. Se eu sei disso, porque não paro? Eu também julguei as pessoas pelos seus vícios, mas sei que não é fácil parar. Minha moralidade hipócrita ainda é mais forte que meu arrependimento.
Enfim, rezo para o Deus que for atender às minhas preces que a todos que por algum momento eu possa ter prejudicado, tenha o amor que eu não soube aproveitar; amigos que eu não soube querer bem; a família que eu menosprezei; e a vida que eu desperdicei.

Sultões de Cabul,
Amir Aghib

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Experiência

Então, se eu te pergutasse sobre arte, você poderia me dar o detalhe de cada livro de arte já escrito... Michelangelo?
Você sabe muito sobre ele. Seus trabalhos, críticas, inspirações políticas. Mas você não pode me dizer como é o cheiro dentro da Capela Sistina. Você nunca esteve lá e olhou para cima e viu aquele teto lindo.

E se eu te perguntasse sobre as mulheres. Eu tenho certeza que você poderia me dar uma lista de suas favoritas e talvez você tenha dormido com algumas váris vezes. Mas você não saberia me dizer como é acordar ao lado de uma mulher e se sentir realmente feliz.

Se eu te perguntasse sobre a guerra, você poderia se referir a um belo conteúdo literário ou fictício sobre ela, mas você nunca esteve em uma. Você nunca segurou a cabeça do seu melhor amigo e viu ele dar seu último suspiro pedindo ajuda.

E se eu te perguntasse sobre o amor, você poderia me dar um soneto, mas você nunca olhou para uma mulher e se sentir vunerável. Saber que alguém poderia matar você com um olhar. Que alguém pudesse salvar você da tristeza. Que Deus colocou um anjo na terra só para você. E você não sabe como ser o anjo dela, como ter o amor dela para sempre. Acima de tudo,

acima do câncer. Você não saberia como é dormir sentado, ao lado dela, num quarto de hospital por dois meses, seguranda a mão dela, porque os médicos não tinham horas de visitas suficientes para ela.

E você não saberia o que é uma perda de verdade, porque isso só acontece quanto você perde alguma coisa que você amou acima de você mesmo, e nunca tinha imagina amar tanto.

Gênio Indomável,
Robin Williams

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Tolice

A imbecilidade sempre leva vantagem sobre a sabedoria. Essa superioridade evidencia-se sobretudo quando o ignorante ignora por completo o conhecimento do sábio. Não como ministrar conhecimentos a um tolo que orgulha da prória tolice.

Musashi (pg. 730)
Eiji Yoshikawa