Os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.
Amor nos tempos do cólera, pg 205
Gabriel García Márquez
terça-feira, 30 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
Esposa não corrompida
Jamais compreendera como umas roupas de penitente tinham podido dissimular os ímpetos daquela potranca xucra que o desnudou sufocada pelo própria febre, como não podia fazer com o esposo para que não a considerasse uma corrompida, e que tratou de saciar num só assalto a abstinência férrea do luto, como o estouvamento e a inocência de cinco anos de fidelidade conjugal. [...]
- Adoro você porque você me tornou puta.
Amor nos tempos do cólera, pg 186,188
Gabriel García Márquez
- Adoro você porque você me tornou puta.
Amor nos tempos do cólera, pg 186,188
Gabriel García Márquez
quarta-feira, 10 de março de 2010
Uma labareda nas sombras da alcova
Por fim o doutor pediu à doente que sentasse, e lhe abriu a camisola até a cintura com mil cuidados: o peito intacto e altivo, de bicos infantis, resplandeceu um instante feito uma labareda nas sombras da alcova, antes que ela se apresasse a ocultá-lo com os braços cruzados.
Amor nos tempos do cólera, pg 147
Gabriel García Márquez
Amor nos tempos do cólera, pg 147
Gabriel García Márquez
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