quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Amor Zen

Otsu irritou-se com as observações do monge, a seu ver impiedosas. Como compreenderia seus sentimentos alguém que nunca amou? Tinha certeza de que se Takuan tentasse explicar os princípios do zen a um débil mental se frustaria do mesmo modo. Se o zen-budismo encerrava a verdade da vida, no amor também existia vida, uma vida ardente. Pelo menos, achava Otsu, do ponto de vista de uma mulher, seus problemas eram cruciais, tinham importância muito maior que as divagações filosóficas de monges zen-catequistas em torno de proposições enigmáticas do tipo: “Qual o som de uma única mão batendo palmas?”

Musashi (pg. 355)
Eiji Yoshikawa

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